sábado, 23 de maio de 2009

parte II

esta noite nao precisei ligar a televisão para ver o que acontece do lado de fora, esta noite aconteceu aqui dentro.
2:20 :
- Não "foi" eu não, não fiz nada, não "foi" eu, não, não. Não me mata, eu não fiz nada.
Era uma voz tao escrota! A principio me deu raiva, vontade de mandar aquele retardado calar a boca, mas eu me dei conta do que se tratava. Tive vontade de correr à janela, e logo a vergonha me amarrou na cama, por uns segundos me senti uma desocupada mas esse pensamento passou rapido e eu fui correndo até a janela da sala.
eram uns dez, dez garotos batendo em um... Mas os dez eram os heróis da situação. O ladrão foi pego enfim e os garotos estavam apenas se vingando. Cada chute revelava a intensidade da raiva de cada um ou a vontade de aparecer para os amigos, nao sei... Mas todos os chutes eram muito fortes.
Bateram até cansar, e bateram mais um pouco, e os vizinhos viam calados enquanto sentiam a boca salivar também, eles também se vingavam, eles gostavam mas a regra de boa conduta restringiu o momento a instantes e logo pediram piedade ao rapaz.

2 comentários:

  1. Jessica, voce mandou muito bem nesse.
    Estou abismada. Voce usou muito bem cada palavra, escutei sua voz explicando durante vários momentos. Nunca deixe de escrever sobre esses fatos que tornaram-se tão banais. É escrevendo que eu analiso, e chego a conclusao que isso aqui não faz parte de mim, ou eu é que não faço. Te amo muito, minha amiga. Parabens pela sensibilidade. Você me mata de orgulho

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  2. Concordo com a Alice Jéssica!
    Seu texto reflete muito o seu jeito de falar... e a forma rápida e direta como você descreve a cena, no início a gente fica meio confuso até que as imagens ficam mais claras; esse estilo combina muito com o tema, que parece pretender chocar um pouco com o cotidiano, certo?
    Gostei...
    beijão

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