segunda-feira, 11 de outubro de 2010

INDIVIDUAlista

tudo que procurei eu só encontrei em mim
viva e deixe morrer

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

emburrecendo

me sinto tao irracional, tao perdida, nao sei o que é certo. eu as vezes mudo de opinião mas no momento nao sei se estou pensando diferente porque evolui meu modo de pensar ou pq estou ficando burra, sabe, eu era tao certa do q dizia...
acontece que amo e sofro por isso. antes eu tinha um plano ideal, infalivel para reconquistar um amor. era so fingir que nao ligo mais, trata-lo com indiferença, nao porcura-lo e ele iria sentir minha falta. bom, hoje quando olho pra ele e vejo que esta ali me pergunto se eu estava errada, se na verdade o que devo fazer é ir ate la e dizer tudo o q sinto, tudo o q eu queria que fosse. eu me pergunto porque sofrer tanto e porque fingir que nao gosto enquanto na verdado tudo o que eu queria era sentir denovo aquele abraço, o melhor que ja me aconteceu.

sábado, 22 de maio de 2010

Enfim [parte 3]

O fato é que já estava arrependida, me dizia a carta que ela já não dormia mais como antigamente, que me tinha em seus sonhos desde aquela época, e que estava disposta a largar tudo para viver, antes tarde, a nossa historia. Não perdi mais tempo me arrumando do que procurando o anel.
O táxi me deixou à frente do endereço indicado no papel e logo estávamos a alguns centímetros a contemplar ambos as novidades visuais de nossa pele, pequenas e lindas rugas que poderiam ser sentidas pelas nossas mãos, uma no rosto do outro a acariciar de forma única e apaixonada. Foi nesse momento em que eu mostrei a ela aquela aliança e menti, disse que estava casado.
Pois bem amigo leitor, eis teu final feliz. Espero que com essa historia estejais sentindo tudo de bom, como eu estou. É o aroma das cores doces da vingança, que a vida tem o prazer de nos conceder. Em algum momento...

Enfim [parte 2]

Foi quando um reflexo me levantou as pálpebras, levando meus olhos ao chão, perto da porta de entrada da quitinete, e lá estavam as suas letras decorando a camurça daquele papel pardo.
Por um instante vacilei, ficava imaginando o conteúdo daquelas palavras tão bem guardadas pelo lacre. O que poderia ser se não desastre? Há tanto não me escrevia... na verdade nosso ultimo contato foi a muito tempo, quando dei as costas à sua figura não sabendo que não mais a veria durante os próximos vinte e seis anos.
Mas a curiosidade trouxe enfim todas as minhas forças e juntos abrimos o envelope que tudo me explicou, e era simples, ela não me amava. Ou pensava que não, pelo menos naquele momento da sua vida em que um outro alguém (certamente mais elegante e abastado do que eu) declarou à minha rainha todo o seu amor.

Enfim [parte 1]

Já não me lembrava como é sentir o aroma das cores doces da vida, talvez por isso tenha ficado tanto tempo sem escrever. Por isso ou pelo fato de as editoras não quererem mais meus livros, compreensível, afinal só compramos finais felizes.
O caso é que: tudo mudou. Tudo, a começar pelo despertador, aquele som infernal que decepava todas as aventuras da minha intimidade me acordando na hora do beijo. Tem sido sempre assim... À exceção de hoje em que sua voz -a dela- se confundia com a cadencia de apitos e me dizia desesperada:
_ tem-car-ta-í, tem-car-ta-í, tem-car-ta-í.

domingo, 9 de maio de 2010

O desmaio

Senti na pele o gelo de uma surpresa, senti no ar esse mesmo gelo exalando, só que multiplicado
Mais chutes, agora calmos e palpitantes, frios como as entranhas ventrais dos garotos que não sabiam lidar com o fim, chutes leves e vozes aparentemente calmas imploravam secretamente pela sua volta, e ele veio de volta para o mundo da dor.
Rosto negro de cor, pálido de estado e rubro de sangue ao mesmo tempo. Não sei se era ódio, medo, dor; mas acho que aquilo que sua alma refletia ia além de qualquer coisa que eu senti na vida, não sei... Mas foi estranho, não posso definir.
Nossas conclusões estavam erradas, ele havia apenas encontrado uma outra maneira de fugir, mas chamaram-no de volta, como na primeira vez.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Angustia



Quase um deus. Mulher, a mãe da vida
Ela entende as lágrimas d'Ele
Porquê sabe que a vida sangra
E chora.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O diálogo

quando se perde alguém...
Quem?
aquele alguém que nos faz bem!
bem...
por um momento a gente vai também.
(...)