Acho que hoje eu estou mais feliz.
A angustia passou. Sempre passa...
A única coisa que não foi embora é aquele sono, mas amanhã estarei melhor dele também.
Hoje o Léo da minha sala me passou umas músicas do Nando Reis, e na volta pra casa eu vim escutando, dentro do ônibus. Foi legal, eu gosto de ver as coisas acontecerem ao som de alguma coisa "viajante".
Ontem por exemplo fiquei até mais tarde no colégio, pra assistir uma palestra do diretor da emescam, uma das melhores faculdades de Vitória — e mais caras também — ele dizia como é ser médico, e depois dedicou um tempo à responder perguntas, mas demorou até que o doutor percebesse que os alunos do preparatório para medicina queriam apenas uma resposta: Ficariam ricos?
Enfim... Chegou uma hora em que me deu vontade de explodir, e nessa hora eu levantei e fui embora. Já estava anoitecendo; mas eu disse tudo isso apenas para fazer uma observação. Na volta pra casa ao som de Cartas Para Você; NX Zero (era o que estava tocando na Jovem Pan) vi uma cena que não sei porquê, me chamou atenção. Era um homem de meia-idade, barba grande e branca como seus cabelos crespos e muitas sacolas nas mãos. Ele atravessava a rua movimentada com muita calma, parecia pobre e sozinho.
Creio que naquelas sacolas de algum tipo de fibra — como saco de ração para cachorros grandes — estava seu trabalho do dia, o que provavelmente é fruto do lixo de varias outras pessoas (acho que não do meu, porque eu moro longe dali). A música falava de um homem que sofria por alguma promessa de amor não cumprida, e por alguns instantes era como se o cara do lixo estivesse desabafando comigo.
Me enquadro nessa parte aqui..
ResponderExcluir"Foi legal, eu gosto de ver as coisas acontecerem ao som de alguma coisa "viajante". "