terça-feira, 5 de maio de 2015
Saudade de morrer pro mundo e de sorrir pra mim
De rasgar o meu sorriso bem devagar
Porque ele é meu, porque ele é lindo
Eu posso amassar
Posso jogar fora antes que alguem estrague
Saudade
De molhar esse papel
Com a agua da poça, do ralo, do esgoto
Pra que ninguem nunca coloque a mão nele
E se tocar
Se for alguém capaz de engolir tanta merda
É porque já morreu pro mundo e ja guardou sorrisos
Saudade de quando ninguem mais sabia que um grande amor eu guardava no lixo
Em algum momento o que é de mim aparece, e escreve.
Alguma hora eu me encontro comigo mesma, e escreve.
Eu mordo a lingua, eu arranco a pele
O gosto desse meu sangue me faz lembrar que essa sou eu, e não morreu
E escreve.
Escreve o que nao se sabe o que poderia ser mas nem é
Projeto de algo que um dia pode existir
Um dia esse dia pode nem chegar
Mas nesse dia eu estarei aqui, ou posso nem estar.
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