esta noite nao precisei ligar a televisão para ver o que acontece do lado de fora, esta noite aconteceu aqui dentro.
2:20 :
- Não "foi" eu não, não fiz nada, não "foi" eu, não, não. Não me mata, eu não fiz nada.
Era uma voz tao escrota! A principio me deu raiva, vontade de mandar aquele retardado calar a boca, mas eu me dei conta do que se tratava. Tive vontade de correr à janela, e logo a vergonha me amarrou na cama, por uns segundos me senti uma desocupada mas esse pensamento passou rapido e eu fui correndo até a janela da sala.
eram uns dez, dez garotos batendo em um... Mas os dez eram os heróis da situação. O ladrão foi pego enfim e os garotos estavam apenas se vingando. Cada chute revelava a intensidade da raiva de cada um ou a vontade de aparecer para os amigos, nao sei... Mas todos os chutes eram muito fortes.
Bateram até cansar, e bateram mais um pouco, e os vizinhos viam calados enquanto sentiam a boca salivar também, eles também se vingavam, eles gostavam mas a regra de boa conduta restringiu o momento a instantes e logo pediram piedade ao rapaz.
Jessica, voce mandou muito bem nesse.
ResponderExcluirEstou abismada. Voce usou muito bem cada palavra, escutei sua voz explicando durante vários momentos. Nunca deixe de escrever sobre esses fatos que tornaram-se tão banais. É escrevendo que eu analiso, e chego a conclusao que isso aqui não faz parte de mim, ou eu é que não faço. Te amo muito, minha amiga. Parabens pela sensibilidade. Você me mata de orgulho
Concordo com a Alice Jéssica!
ResponderExcluirSeu texto reflete muito o seu jeito de falar... e a forma rápida e direta como você descreve a cena, no início a gente fica meio confuso até que as imagens ficam mais claras; esse estilo combina muito com o tema, que parece pretender chocar um pouco com o cotidiano, certo?
Gostei...
beijão