quarta-feira, 20 de maio de 2009

aprendendo a falar

Sonho sempre que estou grávida, acho que isso faz parte de mim alem do que impõe a natureza. Parando pra pensar eu acho que quero muito da vida. Quero passar no mais concorrido dos vestibulares, encontrar o marido ideal, ter filhoS, quero tudo, e se algo me faltar acho que não serei feliz.
Quero muito da vida, mas acho sinceramente que mereço. Carolina me diria que isso não passa de mais um defeito meu, mas eu sei lidar com os meus defeitos e sei correr atrás do que eu posso, não é atoa que leio todos os dias palavras que não me interessam, e escrevo números que mais tarde atrapalham meus sonhos, à noite...
Mas a questão a ser discutida é a citada lá em cima: sonho sempre que estou grávida.
Tenho uma redação a fazer, portanto precisei refletir sobre o tema que a principio me pareceu tão familiar, mas estranho... eu nunca havia pensado em como educar meus filhos. Nem eu nem muitas das crianças que em face ao primeiro amor – ou primeiros – encontram na maternidade a solução para os seus “problemas”.
Digo isso porque faz parte da minha realidade. Quantas vezes já me imaginei com meus filhos ao lado daquele garoto tão especial? Talvez o número seja proporcional à quantidade de “homens da minha vida” que conheci nesses cinco anos de adolescência.
Acontece que esses anos passaram e com eles um pouco daquela ingenuidade que nos traz ao mundo, mas que aos poucos abandona a gente, e deixa o pepino com a realidade, só que mesmo assim me peguei pensando no assunto. Como eu ainda não havia pensado nisso? Acho que ainda existe mais dessa infantilidade em mim do que me parece.
Com certeza isso explica alguns partos, algum nascimento de alguma família condenada ao insucesso, mas quais seriam os motivos de tantos outros primeiro choros? Quais seriam as outras realidades tão longe da minha? Quais?
A meu ver essa é uma reflexão essencial para a redação, afinal, como criticar uma realidade que não me cabe?

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