sábado, 22 de maio de 2010

Enfim [parte 1]

Já não me lembrava como é sentir o aroma das cores doces da vida, talvez por isso tenha ficado tanto tempo sem escrever. Por isso ou pelo fato de as editoras não quererem mais meus livros, compreensível, afinal só compramos finais felizes.
O caso é que: tudo mudou. Tudo, a começar pelo despertador, aquele som infernal que decepava todas as aventuras da minha intimidade me acordando na hora do beijo. Tem sido sempre assim... À exceção de hoje em que sua voz -a dela- se confundia com a cadencia de apitos e me dizia desesperada:
_ tem-car-ta-í, tem-car-ta-í, tem-car-ta-í.

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