quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Madrugada

Todos os ocupantes da casa maergulhados na felicidade de viver aqela translúcida valsa de ninar. Fosse o doce de uma voz casta ou o berro de algum desesperado o que estivessem escutando naquele momento era sublime e fascinante apenas por não ser de carne e osso.
Uma única alma então assistia de camarote ao seu próprio espetáculo. De olhos bem abertos se lembrava:
O beijo era puro e os olhos assustados o abraço foi sincero entre os dois estranhos, o...
O cachorro chega. Pede carinho. Ela volta o olhar àquele mesmo ponto perdido na esperança de ver denovo a cristalina onda de mel que o amarelo-cintilante daquela luz atravessava bem devagar revelando a maresia que chegava aos outros olhos.
Nunca veria. Ela deu ao Totó ingressos para o baile da família.

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