terça-feira, 5 de maio de 2015

Em algum momento o que é de mim aparece, e escreve. Alguma hora eu me encontro comigo mesma, e escreve. Eu mordo a lingua, eu arranco a pele O gosto desse meu sangue me faz lembrar que essa sou eu, e não morreu E escreve. Escreve o que nao se sabe o que poderia ser mas nem é Projeto de algo que um dia pode existir Um dia esse dia pode nem chegar Mas nesse dia eu estarei aqui, ou posso nem estar.

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