segunda-feira, 29 de agosto de 2011

serenamente

seus dedos que tateiam como o ar sussurando baixinho as palavras mais suaves de gosto calmo, sabe, aquele gosto que sem atenção não se sente mas se pararmos por um momento podemos perceber as petalas de doce leve que derretem e se fundem com os nossos proprios pedaços.
suas curvas que contrastam, contrastam com o resto da essencia desse corpo. São dobras imponentes de pele fina que desenham algo bem diferente do padronizado, exalam desejo, desejo...
Seu toque - como ja disse- é delicado e é dessa forma, delicadamente, que ela se coloca contra a tua pele primeiro os dedos, depois as unhas e te rasga a carne até que sangre e tu sentes aquilo como um alivio do corpo que relaxa na esperança de que assim consiga seguir pela inercia e continue se rasgando por aquelas garras de navalha adocicada
teu sangue escorre a dor te toma e na sua face - a dela- surge expontanea uma risada falsa inoscente e os olhos de deusa ferida que sugam de ti qualquer instinto que naquele momento pudesse te salvar, ela te faz querer ser homem e sentir ao maximo a mais profunda das dores apenas porque sabes que isso irá satisfaze-la. qualquer coisa por sentir denovo aquele olhar que tem prazer de sexo na sua imagem
ela entra em ti e anula qualquer chance que pudestes ter de agir ela é linda e antes que digas alguma coisa teus ouvidos param para sentir o gemido de ninfeta daquela rosa que abre e desabrocha dentro do teu pecado tomando todo o interior de corpo, de pele, de cheio, de oco. ela te toma e como em uma fagocitose se alimenta do teu eu e deposita os restos valiosos de vida em um canto qualquer da sala de espelhos.

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