domingo, 9 de agosto de 2009

[ II ] O bêbado

Por um momento consegui sentir aqueles corações palpitarem em perfeita sincronia sob o teto sagrado to templo, o mesmo que em dado instante presenciou o estilhaço de toda a reverência em conjunto. Todos os olhos se entreolhavam à procura das reações diversas já que delas dependia a permissão para demosntrar na própria face o deboche por parte dos beatos.
Lá estava, no meio da sala, sobre o tapete vermelho do padre... O bêbado.
E como que um raio vindo da nuvem se destacava aquela voz cambaleante, roca e grave gritando, melhor, berrando sua devoção ao santíssimo.
Nada pediu que eu pudesse escutar, todo aquele tempo de milhões de pescoços se torcendo e de imaginações projetando um vexame ao homem passou sem que eu pudesse ouvir do azedo/amargo daquelas palavras nada além de clamores. Ele tinha muito a agradecer.
Num dado instante virou e saiu. Que pena, o Bêbado não feriu ninguém.

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